Home Data de criação : 09/11/13 Última atualização : 14/01/03 21:15 / 21 Artigos publicados

Religião e cultura Negra:  escrito em sexta 13 novembro 2009 21:43

Religião Negra:

O índio e o negro, obrigados a aceitar a religião dos senhores, continuavam a crer nos seus deuses e,os cultuavam,na clandestinidade.

Descobertos, eram castigados severamente, muitos morreram acusados de mandingas, contra a Casa-Grande.

Acuados, usaram a velha máxima: se não pode com o inimigo, una-se a ele. Continuaram cultivando seus deuses, sim, mas, com nomes católicos.

v         S. Antonio: passou a chamar-se Ogum, deus da guerra e das causas impossíveis, senhor dos metais;

v         Sta. Bárbara: Iansã, aquela que comanda os ventos e tempestades. “Não tem homem que enfrente a guerreira mais valente”.

v         Sta. Luzia: "Oxum - Apará,  protetora dos olhos;

v         S.Jorge: Oxossi, o caçador, senhor das matas;

v         S.Lázaro: Omulú, o todo poderoso e temido, dono da saúde e das doenças;

v         N. Sra. da Conceição: Yemanjá, senhora das águas, a mãe da criação;

v         Sr. Do Bonfim: Oxalá, criador do mundo, o orixá mais poderoso, muito reverenciado e respeitado. Suas oferendas, os negros as faziam no meio da noite, em clareiras fechadas, na mata, ás escondidas.

Sem parentes, sem amigos, dispersos pelo mundo, os negros uniram-se em Irmandades religiosas, onde se agregavam e se fortaleciam contra os problemas diários e as dores de cada dia. A Irmandade da Boa Morte, que existe ainda hoje, em Cachoeira, na Bahia, é um exemplo de resistência e fé.

Já os negros mulçumanos, jamais aceitaram abdicar de sua religião e preferiram a  punição e a morte a abjurarem suas crenças. Eram muito mais instruídos, grande guerreiros, promoveram muitas revoltas, o malês nunca se rendeu. Criaram uma sociedade secreta, “Ogboni”, que treinava para a guerra, e, que se existisse hoje, seria com certeza tachada se terrorista. Depois de séculos de luta e perseguição, a cultura negra é admirada e respeitada neste país, e seus deuses, sua comida e seus batuques, constituem um dos orgulhos da Bahia, a cidade negra do Brasil.

 

 

Cultura negra:

 

Cultura afro-brasileira é o resultado do desenvolvimento da cultura africana no Brasil, incluindo as influências recebidas das culturas portuguesa e indígena que se manifestam em diversos expressões como, por exemplo, a música, a religião e a culinária.

 

Os estados do Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul foram os mais influenciados tanto pela quantidade de escravos recebidos como pela migração interna dos escravos, em virtude do fim do ciclo da cana-de-açúcar na região Nordeste

 

Todas as manifestações culturais afro-brasileiras eram proibidas, desprezadas, desestimuladas e perseguidas porque não eram parte do universo cultural europeu, não representavam civilidade, mas sim, uma cultura selvagem e atrasada em contra-ponto à Europa em desenvolvimento.Entretanto, a partir de meados do século XX, as expressões culturais afro-brasileiras começaram a ser gradualmente aceitas, admiradas e celebradas pelas elites brasileiras como expressões artísticas genuinamente nacionais. Nem todas manifestações culturais foram aceitas ao mesmo tempo. O samba foi uma das primeiras expressões da cultura afro-brasileira a ser admirada quando ocupou posição de destaque na música popular. Por exemplo, os desfiles de escolas de samba ganharam nesta época aprovação governamental através da União Geral das Escolas de Samba do Brasil.Outras expressões culturais seguiram o mesmo caminho. A capoeira, que era considerada forma de briga de bandidos e marginais.foi apresentada, em 1953, por mestre Bimba ao presidente Getúlio Vargas que então a chamou de "único esporte verdadeiramente nacional".

 

Durante a décad de 50, as perseguições às religiões afro-brasileiras diminuíram e a Umbanda passou a ser seguida pela classe média carioca. Na década seguinte, as religiões afro-brasileiras passaram a ser celebradas pela elite intelectual branca. Em 2003, foi promulgada a lei nº 10.639 que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), passando-se a exigir que as escolas brasileiras de ensino fundamental e médio incluam no currículo o ensino da 'O português que falamos no Brasil tem muitas palavras de origem africana, você sabia?

 

Os africanos trouxeram consigo sua religião - o candomblé - e sua cultura, que inclui as comidas, a música, o modo de ver a vida e muitos dos seus mitos e lendas. Trouxeram ainda - é claro - as línguas e dialetos que falavam.

 

Muitos vocábulos que nós usamos freqüentemente vieram desses idiomas. Quer exemplos? "Bagunça", "curinga", "moleque", "dengo", "gangorra", "cachimbo", "fubá", "macaco", "quitanda"... Outras palavras do português falado no Brasil também têm raízes africanas

 

Palavras como "acarajé", "gogó", "jabá" e muitas outras passaram a fazer parte do nosso vocabulário, foram incorporados à nossa cultura. Em geral, trata-se de nomes ligados à religião, à família, a brincadeiras, à música e à vida cotidiana. Quer um exemplo bem trivial? "Bunda". Essa palavra também é africana, pode ter certeza. Se não fosse por ela, teríamos que dizer "nádegas", que é efetivamente o termo português para essa parte do corpo humano. Da mesma maneira, em vez de "cochilar", teríamos que dizer "dormitar". Em vez de "caçula", usaríamos uma palavra bem mais complicada: "benjamim".

 

Bruna Katherine

Mariana da Silva

Camila Ferreira

Compartilhar
1 Fan

Faça um comentário!

(Opcional)

(Opcional)

error

Importante: comentários racistas, insultas, etc. são proibidos nesse site.
Caso um usuário preste queixa, usaremos o seu endereço IP (23.20.77.156) para se identificar     

Nenhum comentário
Religião e cultura Negra:


Fechar a barra

Precisa estar conectado para enviar uma mensagem para consciencianegra

Precisa estar conectado para adicionar consciencianegra para os seus amigos

 
Criar um blog